сряда, 26 февруари 2014 г.

O alcance da graça

Sermões nos Milagres de Cristo

Púlpito Vespertino

por

Rev. Moisés C. Bezerril

Milagre: a cura da filha da mãe cananéia

Título

MISERICÓRDIA UNIVERSAL

O Poderoso Alcance da Graça de Cristo

Mateus 15:21-28

Partindo Jesus dali, retirou-se para os lados de Tiro e Sidom. 22 E eis que uma mulher cananéia, que viera daquelas regiões, clamava: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada. 23 Ele, porém, não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, aproximando-se, rogaram-lhe: Despede-a, pois vem clamando atrás de nós. 24 Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. 25 Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! 26 Então, ele, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 27 Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. 28 Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã.

ELUCIDAÇÃO:

A) ASPECTOS LITERÁRIOS

* O relato desse milagre encontra-se nos evangelhos de Mateus e Marcos. A história em Mateus é mais detalhada e mais chocante. O aspecto geográfico também difere de sinônimo, pois Mateus usa a palavra “Cananéia”, referindo-se ao antigo nome dos habitantes daquela região; já Marcos usa o termo siro-fenícia porque ele está se referindo a região geográfica da habitação da mulher que tem parte na fenícia e na síria.

B) FOCO TEMÁTICO DO MILAGRE

* Esse milagre nos apresenta um riquíssimo compêndio de temas bíblicos e assuntos espirituais que o evangelho de Cristo trouxe ao mundo.

* O tema predominante desse relato do evangelho é o início do transbordamento da mensagem salvadora aos povos que não são da aliança da graça.

* o discurso teológico da mulher Cananéia era um aviso que dizia que os pagãos já estavam prontos para achegada do evangelho.

* Por muito tempo Deus havia sido gracioso com o povo de Israel. Se o evangelho passou tanto tempo no círculo fechado de Israel, era de se esperar que na primeira vinda de do Messias fossem encontrados os frutos dessa pregação. Mas a realidade que Jesus encontrou em Israel foi algo decepcionante.

* Embora o povo de Israel tenha ouvido tanto do evangelho, não produzira os frutos esperados. Agora, uma simples brecha que levou o evangelho de Israel até os pagãos, fez com que o poder salvador do evangelho fosse visto e testemunhado por Jesus e seus discípulos.

* Uma mulher pagã fez sua profissão de diante de Jesus, sem nunca ter visto o redentor de sua alma. Isso era o indicativo de que em pouco tempo o evangelho também estaria contemplando todos os pecadores além das fronteiras de seu berço de revelação.

Por isso, nesta noite, eu convido a todos a meditar comigo no seguinte tema:

MISERICÓRDIA UNIVERSAL

O Poderoso Alcance da Graça de Cristo

1) Contempla os filhos além do tempo.

* A história conta que Jesus saiu de Cafarnaum para as regiões de Tiro e Sidom. Essa região é o que hoje é o Líbano. Jesus circundou a base do Monte Hermon, numa duríssima viagem para chegar até aquele local.

* O evangelho de Marcos nos informa que Jesus e os discípulos – treze homens – tentaram se esconder numa casa daquele povo. Talvez Jesus estivesse querendo descansar, ou mesmo sair do foco da perseguição judaica a ele, ou quem sabe ele precisava passar um tempo recluso com seus discípulos para ensinar-lhes mais da Palavra.

* Uma mulher não pactual havia descoberto a Jesus naquela casa. Ela ouviu falar que ele estava na cidade pagã. Alguém o havia visto, talvez pela diferença da roupa, ou pelo sutaque da língua.

* No encontro que teve com Jesus, ele pedia o socorro do Salvador para sua filhinha que sofria com uma possessão demoníaca. Sobre o tema da possessão demoníaca falarei em outro sermão sobre o assunto. Mas a reação de Jesus e sua resposta àquela mulher revelava um antigo compromisso que Deus tinha com o povo de Israel.

*Jesus respondeu: “Não é justo tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”. Aqui não se trata dos cães grandes, selvagens e feios a perambular pelos lixos nas ruas, e sim, os cães mantidos nos lares como animais de estimação. Jesus já havia chamado a atenção da mulher para o fato de que ele não fora enviado aos de fora de Israel, (vs. 24). No mesmo sentido ele agora acrescenta que não seria justo dar as bênçãos de Israel – as bênçãos que pertencem aos filhos – aos que não fazem parte de Israel. Além do mais, cães, não importa o quanto sejam queridos pelos donos, não são filhos, e não têm qualquer direito de serem tratados como filhos.

* Jesus deixa perfeitamente em evidência diante de todos que a ampla abertura das portas para a entrada dos gentios no reino de Deus é uma questão que pertence ao futuro. No momento, em plena harmonia com o capítulo 10 de Mateus, sua missão se direciona para aqueles a quem ele ternamente chama de “ovelhas perdidas da casa de Israel”.

* A mensagem implícita para aquela mulher era clara: os gentios não deveriam pedir o evangelho. A palavra filhos se refere ao povo judeu que estava dentro da aliança de Deus. E a referência a cães comparava os não-judeus aos cãezinhos de casa que comiam pedacinhos de comida que caíam da mesa na hora da refeição.

*A mulher ousadamente perguntou a Jesus se o que os judeus rejeitavam não poderia ser uma bênção para os gentios. Se cachorrinhos podem comer o pão que os judeus consideravam puro, não poderiam os gentios comer esse alimento também?

* No plano de Deus estava decidido que as bênçãos centradas em Cristo seriam oferecidas “primeiro” para os filhos, ou seja, os judeus. A oportunidade ser plenamente saciado com essa comida seria estendida primeiramente para eles, e mais tarde para os gentios. Essa era a regra. Qualquer afastamento desse propósito seria equivalente ao ato de tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Certamente, os cachorros – até mesmo os filhotinhos – não podem esperar ser tratados como filhos. A mulher precisava saber disso para poder entender que, se o que ela desejava lhe fosse dado, seria uma exceção, e, portanto, um grande privilégio.

* Esse debate entre Jesus e a mulher Cananéia revela que Deus nunca desiste de uma aliança com o seu povo, embora o povo seja transgressor do pacto.

* Mesmo debaixo da disciplina, dos cativeiros, e dos juízos de deus sobre Israel, ele nunca desistiu de Israel e nunca anulou sua aliança. Agora, na chegada do Messias tão esperado pelos crentes do antigo testamento, o privilegia continuava sendo do povo da aliança.

* A aliança com Israel não foi desfeita para ser refeita com outro povo. Deus nunca abandona seu povo, nem mesmo quando esse povo o abandona pelo pecado. Jesus só encontrou incredulidade em Israel nos dias da Palestina antiga; mas em momento algum desviou sua missão para com o antigo povo da aliança feita com Abraão.

* Essa é a primeira mensagem que Jesus dá àquela mulher.

2) Contempla os perdidos além das fronteiras.

* A resposta da mulher demonstrava que, embora ela tivesse uma educação pagã, o evangelho já tinha transformado sua vida, e ela já compreendia a natureza e a missão desse evangelho. Agora, ela tem a consciência que está diante de seu Redentor, e faz um pedido a ele, para curar sua filha que está possuída por um demônio.

* Ninguém sabe ao certo como ela já houvera conhecido o evangelho de Cristo, pois ela reconheceu a Jesus como o Messias, o filho de Davi tão esperado pelos judeus enquanto estes o rejeitaram; ela reconhece o senhorio de Cristo sobre a vida dela, chamando-o de “Senhor”, enquanto os judeus passaram a perseguir a Jesus.

* Mas Jesus permanece inamovível em sua recusa de socorrer essa mulher, mas também do fato de que tampouco fez caso da urgente solicitação de seus discípulos. Ainda que as palavras de Jesus dirigidas a ela sejam grosseiras, ele ainda continua a dar-lhe atenção.

* Mas ter Jesus, desde o início, pretendido rejeitar a súplica dessa mulher, teria sido totalmente estranho para o caráter de Jesus segundo este nos é revelado nas Escrituras.

* Na verdade, Jesus demorou em ouvi-la com o fim de testar sua fé, isto é, para refiná-la, como se refina e purifica a prata. Ele queria dar à fé da mulher uma oportunidade de uma expressão muito mais gloriosa. Ele almejava fortalecê-la por meio da mesma resposta que lhe dera nos versículos 24 e 26; porque agora ela poderia começar a compreender, muito melhor, do que se ele houvesse curado imediatamente sua filha. Que bênção extraordinária ela estava recebendo.

*A expressão mais gloriosa da fé daquela mulher encontra-se no verso 27, “Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”. Ela nem mesmo se ressente em ser comparada por Jesus com um cão doméstico em contraste com um filho. Ela aceita sua posição inferior.

* Ela converte a própria palavra de aparente reprovação numa razão para otimismo. Ela transforma a derrota iminente numa vitória jubilosa. É como se ela quisesse dizer: “Estou sendo comparada com um cão doméstico? Aceito! Não só aceito ser cachorrinho, mas também me regozijo nisso, pois certamente os donos bondosos não permitem que seus cães morram de fome. Eles permitem que os cachorrinhos comam as migalhas que caem da mesa”.

* Jesus está abrindo lentamente a porta para os gentios. Primeiro os filhos se fartam do pão. Isso significa que Deus não deixou de olhar para os gentios. Na cabeça da mulher, a sua insistência devia-se ao seguinte pensamento: “Se existem bênçãos aguardando os gentios no futuro, por que não receber algumas delas hoje...mesmo que isso represente uma exceção?”.

* A sua fé dada por Deus, foi forte o suficiente para entender que Jesus não a mandaria embora. Ela, impressionada pelo seu amor e bondade – lhe responde: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”. Esta palavra impressionou o Salvador a ponto dele dizer em Marcos, “Por causa desta palavra, podes ir; o demônio já saiu de tua filha”.

* Ao se referir aos cachorrinhos, Jesus havia dado a mão àquela mulher, e ela agarrou o braço inteiro. Ela transformou a palavra de aparente reprovação – cachorrinhos – numa razão para regozijo, e por meio disso transformou uma grande derrota em uma vitória brilhante.

* Jesus estava elogiando a fé daquela mulher, a virtude básica que havia se expressado gloriosamente em sua esperança, firme e firmemente ancorada em seu amor, puro e caloroso.

CONCLUSÃO

* A história desse milagre nos ensina quão amoroso é nosso pai celestial, pois uma vez que fizemos aliança com ele, jamais poderemos desistir dela. A aliança é aliança de amor. E o amor de deus é eterno, perfeito e imutável. Mesmo em meio a muita dificuldades, até mesmo aquelas que nos fazem desanimar e desistir da caminhada da vida cristã, ainda assim o Senhor da aliança nos visita, nos revigora, e nos traz de volta para o centro de seu amor. Deus nunca abandona seus filhos. Sua aliança conosco é aliança eterna.

* A pregação do evangelho que chegou até nós é um privilégio para cada um nessa noite. Tantas pessoas estão na mais completa escuridão de suas almas. Não têm um salvador; não conhecem o Jesus da aliança. Vivem nesse mundo não muito diferente dos animais. Sem origem, sem Deus, sem conhecimento da natureza mortal do pecado, sem arrependimento, sem fé, sem salvação. Nada compreendem sobre o destino de suas almas; suas expectativas para o porvir em nada difere da dos animais. Portanto, meus irmãos, agradeçamos sempre a Deus, e nos regozijemos como aquela mulher Cananéia, pelo fato de termos sido alcançados por essa mensagem salvadora, ela pelas migalhas da pregação de Cristo, e nós pela plenitude do evangelho que nos chegou através dos apóstolos. Amém.
Postado por Moisés C. Bezerril às 20:02 0 comentários
Marcadores: Sermões do Rev. Moisés: Milagres
Arrependimento e fé

Sermões nos Milagres de Cristo

Púlpito Vespertino

por

Rev. Moisés C. Bezerril

Milagre: A cura do servo do centurião

Título

ARREPENDIMENTO E FÉ

A Plena Consciência do Evangelho de Cristo

Lucas 7:1-10

Tendo Jesus concluído todas as suas palavras dirigidas ao povo, entrou em Cafarnaum. 2 E o servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3 Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. 4 Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram, dizendo: Ele é digno de que lhe faças isto; 5 porque é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga. 6 Então, Jesus foi com eles. E, já perto da casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. 7 Por isso, eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo; porém manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado. 8 Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu servo: faze isto, e ele o faz. 9 Ouvidas estas palavras, admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta. 10 E, voltando para casa os que foram enviados, encontraram curado o servo.

ELUCIDAÇÃO:

A) ASPECTOS LITERÁRIOS

* O texto desse milagre não é encontrado em Marcos. Possivelmente isto seja uma evidência d que essa história do servo do centurião seja encontrada apenas na fonte Q.

* A diferença marcante de Mateus para Lucas é que Lucas focaliza com mais detalhes essa história, possivelmente porque o centurião era um gentio. É marca lucana apresentar os gentios em vantagens sobre os judeus.

* Possivelmente Mateus não nos informa dos servos do centurião enviados a Jesus, como o faz Lucas. Mas para Mateus é importante contar a presença do centurião, como se ele tivesse ido até Jesus pessoalmente.

B) FOCO TEMÁTICO DO MILAGRE

* A história desse milagre tem como finalidade demonstrar o poder e a misericórdia de Jesus para com aqueles que crêem nele e o aceitam como senhor de suas vidas.

* Estranhamente, um centurião contradiz a tradição histórica dos centuriões de sua época, recebendo de Jesus um reconhecimento de que houve naquele coração verdadeira consciência do evangelho de Cristo.

* Nesse milagre, fica estabelecido o verdadeiro modelo de um coração que foi preparado pela graça de Deus, mesmo estando aquele centurião na contramão da história. O modelo de arrependimento é fé é surpreendentemente encontrado em um gentio que tinha pouco conhecimento das Sagradas Letras.

Convido a todos a meditar no tema:

ARREPENDIMENTO E FÉ

A Plena Consciência do Evangelho de Cristo

1) RECONHECER A FRAQUEZA, EMBORA “FORTE”.

* A história deste centurião contradiz o perfil normal de um homem de guerra. Essa história fala da bondade de um oficial do exército romano - dotado de muito poder sobre soldados e servos – que se preocupava com a doença de um único criado.

* A bondade daquele centurião também pode ser percebida na relação que teve com o povo judeu. Sendo gentio, era natural que ele desprezasse os gentios, mas isso não era o que ele praticava. Os anciãos judeus deram excelente testemunho a respeito daquele romano pagão: “Ele é amigo do nosso povo”.

* outra prova de bondade daquele centurião foi o fato daquele homem ser simpatizante com a religião judaica. Os próprios judeus afirmaram que aquele homem ajudou na edificação da sinagoga.

* Onde um centurião aprendera essa bondade? Como podemos explicar que um homem pagão de nascimento e soldado de profissão demonstrou este espírito de bondade? Atitudes como estas não se encontravam frequentemente entre aqueles que receberam ensinos pagãos ou ensinos promovidos por sociedades influenciadas pelo exército de Roma.

* Só podemos dar uma explicação àquele comportamento do centurião: ele estava sendo preparado pela graça de Deus para a salvação. O Espírito de Deus lhe abrira os olhos do entendimento e lhe dera um novo coração. Seus conhecimentos das coisas espirituais ainda não eram muito claros, mas ele tinha uma certa familiaridade com o Antigo Testamento. Não levando a quantidade de luz que ele tinha, esta influenciou sua vida, e um dos resultados foi a bondade relatada nesta passagem.

* A humildade daquele centurião impressionou a todos. Ele não permitiu que Jesus entrasse em sua casa por causa de sua condição espiritual: “Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa...eu mesmo não me julguei digno de ir ter contigo”. Aquele homem reconhecia que sua vida não podia chegar perto de Jesus, daquele que era a pureza e santidade em pessoa.

* Esse tipo de humildade é uma das evidências mais marcantes da habitação do Espírito de Deus. Por natureza nada sabemos a seu respeito, pois todos nascemos orgulhosos. Convencer-nos do pecado, revelar nossa própria vileza e corrupção, colocar-nos no lugar certo, fazer-nos humildes e contritos – estas são algumas das principais obras que o Espírito de Deus realiza na alma de uma pessoa.

2) RECONHECER O SENHORIO DE CRISTO, EMBORA AINDA SEM PROVAS.

* Um milagre de cura como este não foi relatado nos evangelhos. Sem mesmo ver ou tocar-lhe a mão ou o olho, nosso Senhor com apenas uma palavra restitui a saúde a um homem moribundo. Ele falou e o servo do oficial ficou curado. Ele ordenou, e a enfermidade se retirou. A Bíblia não fala de nenhum, profeta realizando milagres como desta maneira.

* Temos um belíssimo exemplo de fé na petição que aquele homem dirigiu a Jesus: “Manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado”. Ele achou que era desnecessário Jesus vir ao lugar onde seu servo estava moribundo. Ele considerou Jesus como alguém que possuía autoridade sobre as doenças, assim como ele tinha autoridade sobre os soldados, e o imperador romano tinha autoridade sobre ele.

* O centurião acreditava que uma palavra de ordem da parte de Jesus era suficiente para expulsar aquela enfermidade. Ele não pediu a realização de qualquer sinal ou maravilha. Declarou sua confiança no fato de que Jesus é um todo poderoso Senhor e Rei e de que as enfermidades, assim como servos obedientes, se retirariam mediante uma ordem dele.

* Fé semelhante a esta era bastante escassa nos dias em que Jesus esteve na terra. “Mostra-nos um sinal do céu” era a exigência dos incrédulos judeus. Ver algo maravilhoso era o grande desejo das multidões que seguiam nosso Senhor. Não devemos ficar surpresos ante o fato de que o relato de Lucas afirma: “Admirou-se Jesus dele e, voltando-se para o povo que o acompanhava, disse: Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta”.

* Ninguém era pra ser mais crente do que os filhos daqueles que foram conduzidos pelo deserto e trazidos à terra da promessa. No entanto, o que Jesus encontrou no meio de Israel foi muita incredulidade. Mas os últimos tornaram-se os primeiros, e os primeiros, os últimos. A fé de um centurião romano, gentio e pagão, demonstrou ser maior do que a fé dos judeus.

* Pouco sabemos a respeito do centurião descrito nesta história. O nome dele, sua nacionalidade, sua história passada, nada disso nos é informado. Entretanto sabemos de uma coisa – que ele creu em Jesus. Lembremo-nos de que ele creu, enquanto os fariseus e escribas permaneceram na incredulidade. Embora nascido gentio, ele creu, enquanto o povo de Israel estava espiritualmente cego.

CONCLUSÃO:

* À semelhança do centurião demonstremos bondade a todas as pessoas com quem nos relacionamos. Esforcemo-nos para que nossos olhos sejam dispostos a ver, nossas mãos estejam prontas para ajudar,nosso coração seja determina do a amar e a nossa vontade disposta a fazer o bem a todos. Estejamos dispostos a chorar com os que choram e nos alegrarmos com os que se alegram. Esta é a única maneira de recomendarmos nosso cristianismo e torná-lo atraente aos olhos dos homens. A bondade é uma virtude que todos podem compreender. Esta é uma maneira de sermos semelhantes ao nosso Senhor. Se existe um aspecto de seu caráter que é mais notável do que os outros, este aspecto é a sua incansável bondade e amor. Esta é uma maneira de sermos felizes no mundo e vermos dias melhores. A bondade sempre traz a sua recompensa.

* Nunca esqueçamos de andar nas mesmas pisadas deste bendito espírito de fé que o centurião revelou nesta ocasião. Nossos olhos ainda não contemplaram o Livro da Vida. Não vemos o nosso Salvador intercedendo por nós à direita de Deus, mas temos as promessas de Cristo. Então, descansemos nelas e não tenhamos medo. Não duvidemos que cada palavra pronunciada por Cristo se tornará frutífera. A palavra de Cristo é um alicerce seguro. Aquele que descansa nesta palavra jamais será confundido. No último dia, os crentes serão encontrados como pessoas perdoadas, justificadas e glorificadas. Jesus o disse, portanto, assim será.

* Encontramos aqui uma base bem ampla para a fé cristã. No evangelho somos instruídos a vir a Jesus, a confiar nele, a viver a vida de fé em Jesus. Somos encorajados a depender de Jesus, a lançar sobre ele todos os nossos cuidados, a apoiar nele todo o peso de nossas almas. Podemos fazê-lo sem qualquer dúvida ou temor. Jesus pode suportar tudo. Ele é uma rocha inabalável. Ele é o todo-poderoso.

* Crer no poder de Cristo e na sua boa vontade em ajudar, e fazer uso prático dessa nossa crença, é um dom raro e precioso. Devemos sempre estar agradecidos por termos este dom. Estarmos dispostos a vir a Jesus não tendo outra esperança, e reconhecendo a nossa condição de pecadores perdidos, e entregar as nossas almas às mãos dele, é um grande privilégio. Essa fé é melhor do que todos os demais dons ou conhecimentos neste mundo. Muitos humildes pagãos agora convertidos, que de nada sabem senão da doença do pecado na alma, mas que confiam em Jesus, haverão de assentar-se no céu, enquanto que muitos doutores em religião serão rejeitados.

Postado por Moisés C. Bezerril às 19:59 0 comentários
Marcadores: Sermões do Rev. Moisés: Milagres
o reinado de Cristo

Sermões nos Milagres de Cristo

Púlpito Vespertino

por

Rev. Moisés C. Bezerril

Milagre: Jesus paga o imposto do templo

Título

O REINADO DE CRISTO

Fonte das riquezas dos filhos de Deus

Mateus 27:24-27

24 Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? 25 Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? 26 Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. 27 Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.

ELUCIDAÇÃO:

A) ASPECTOS LITERRÁRIOS

* De todos os quatros evangelhos, somente Mateus, o ex-cobrador de impostos, relata o fato de Jesus ter pago o imposto do templo – um imposto anual para a manutenção das cerimônias religiosas no templo de Jerusalém. O valor desse imposto correspondia a 54,00 reais em nossa atual moeda brasileira, e todo judeu de mais de 20 anos de idade tinha eu pagar.

* A taxa do templo nada tinha a ver com os impostos de Roma. Até mesmo os judeus no estrangeiro enviavam seus impostos para Jerusalém. A taxa de meio ciclo ou didrácma era mandamento de Deus registrado em Êx 30:11-16.

* Tanto Jesus quanto Pedro estavam atrasados no pagamento. Muitos comentaristas dão muitas respostas a essa questão. Alguns dizem que Jesus estava viajando, e que teria passado batido na data do recolhimento do imposto; outros dizem que Jesus estava sem dinheiro na ocasião e por isso mandou Pedro pescar o valor no mar da Galiléia.

B) FOCO TEMÁTICO DO MILAGRE

* Com esse milagre, propositadamente Jesus deixou de pagar o imposto do templo no tempo certo para que ocasionasse o maravilhoso ensino DA SOBERANIA DE Cristo sobre a natureza e sobre todos os reinados da terra.

* O foco temático deste milagre é mostrar que o reino de Deus não depende de dinheiro. Jesus não precisava carregar ou estar preocupado com dinheiro, pois a criação é sua fonte de riqueza.

Nesse milagre o Filho de Deus demonstra sua onisciência, seu poder soberano sobre a Criação, e seu ofício de Rei do universo.

* O milagre registrado aqui também ensina a maravilhosa verdade de que em Cristo a pobreza e riqueza, humildade e soberania não são verdades contrastantes como são nos seres humanos. Em uma só pessoa Jesus reúne pobreza e riqueza, como também humildade e soberania.

* Chamo a atenção de todos para o seguinte tema da nossa meditação hoje:

O REINADO DE CRISTO

Fonte das riquezas dos filhos de Deus

1)UM REINADO DE INFINITAS RIQUEZAS ESPIRITUAIS

* A resposta que Pedro deu aos cobradores de imposto parece demonstrar que Pedro ainda não tinha uma visão clara da natureza do reinado de Cristo. Pode-se perceber isso na resposta que Jesus deu a Pedro ao chegar em casa.

* Se Pedro soubesse bem quem era seu mestre, ele diria aos cobradores que Jesus era isento do imposto porque ele era o Rei para quem os judeus pagavam seus impostos. É exatamente nesse ponto que Jesus ensina a Pedro que, embora não fosse um rei terreno como queriam os judeus, ele tinha um reino espiritual, de riquezas que não pertencem a esse mundo decadente.

* As Escrituras chama a Jesus de Rei dos reis e Senhor dos senhores. Considerá-lo um rei terreno de Israel de fato diminui o nível de sua realeza inigualável.

* Jesus disse ao governador Pôncio Pilatos que ele era rei de um reino que não era deste mundo, mas rei de um reino espiritual.

*Se Jesus é rei nesse reino espiritual, por que então ele tem de pagar a taxa anual do templo? Um rei deve ser isento de todas as obrigações financeiras em seu reino.E se os judeus no tempo d Jesus entendiam que deus era rei sobre Israel, então Jesus como seu filho teria de ser isentado.

* Todos esses ensinamentos deveriam fazer parte do conhecimento de Pedro e dos demais judeus. Essa é a razão pela qual Jesus é pego sem qualquer acúmulo de dinheiro ou riqueza. Durante todo os eu ministério Jesus demonstrou ser uma pessoa sem qualquer preocupação material. Sua maior preocupação era que as pessoas entendessem a verdadeira natureza espiritual de seu reino.

* No versículo cinco desse mesmo capítulo (17), Jesus é proclamado Filho de Deus pelo Pai, contudo sua glória é velada enquanto ele caminha em direção à traição e à morte, estabelecendo assim um padrão de humildade para seus seguidores.

* Ao dar aquela resposta a Pedro, que os filhos dos reis não pagam impostos, e que eles pagariam para não escandalizar a mente confusa dos judeus, Jesus estava profetizando o fim da importância histórica do templo para a religião judaica. Por cerca de quarenta anos, os judeus ainda continuaram pagando seus impostos ao templo como uma forma de angariar bênçãos da parte de Deus, sem o reconhecimento de Jesus como Salvador de suas almas. Mas o tempo veio em que o templo passou a não mais existir; e assim findou a velha religião de obras de um povo que negou o reino espiritual de Cristo.

* Ao cobrar imposto de Jesus, os judeus estavam desacreditando na messianidade de Jesus. Cobrar imposto de Cristo era negar sua realeza espiritual; era não reconhecer o senhorio de Cristo sobre todas as coisas. Era não entender que Jesus era maior do que o templo.

* Quando fizeram isso, deixaram de receber as bênçãos do reinado espiritual de Jesus. Abandonaram aquele que é verdadeiro Rei; rejeitaram o único caminho para Deus. Recusaram-se a conhecer a única verdade sobre todas as coisas. Deixaram de arrepender-se de seus pecados, de buscar a salvação da condenação eterna; perderam suas almas para o horror e a vergonha eterna.

2) UM REINADO DE INFINITAS RIQUEZAS MATERIAIS

* Embora Jesus pudesse exercer sua soberania, ele não queria ofender a ninguém deixando de pagar os impostos. Ele sabia de tudo o que se tratava.

* Essa é a única passagem da Bíblia em que um peixe é pego de anzol. O peixe que Pedro pegou foi um grande necrófago conhecido como lampreia, que ao ver o brilho reluzente de uma moeda que descia para o fundo do lago, a abocanhou. A dificuldade de acertar um peixe premiado com um anzol é extrema. Talvez pegar numa rede um peixe que houvera engolido um objeto metálico caído de um barco de pesca não seria novidade. Mas conhecer que há um determinado peixe no grande lago da Galiléia, que houvera engolido uma moeda de valor esperado, ainda mais de anzol, requereria alguém capaz de dominar a própria natureza.

* A grande lição desse evento é que Jesus quer inspirar fé em Pedro, que ele devia confiar em Jesus como o Rei provedor de todas as coisas. Estamos aqui, tanto nós quanto Pedro, sendo lembrados da humildade de Jesus: ele que controla a natureza e seus poderes, tanto que acalma as tempestades, multiplica alimentos, e agora lembra Pedro desse poder por meio desse milagre, enquanto, não obstante, permanece tão humilde que não causaria ofensa desnecessariamente.

* Jesus fez de um peixe o seu tesoureiro. Fez uma criatura muda trazer o dinheiro exato do imposto cobrado.Temos aqui uma prova, dentre muitas outras, da majestade e da grandeza de nosso Senhor Jesus Cristo. Somente ele, que foi o criador de todas as coisas, poderia exigir obediência de todas as suas criaturas, (Cl 1:16-17), “Tudo foi criado por meio dele e para ele...nele tudo subsiste”.

* Aquele que foi pego de surpresa sem uma moeda no bolso, mostrou ser a fonte de todas as riquezas na terra, pois tudo lhe obedece, e tudo nele subsiste. Aquele que nasceu na indignidade de uma manjedoura, era na verdade, o rei absoluto de todo o cosmo. Aquele que foi visto pobre, sem qualquer recurso material, mostrou ser dono de tudo quanto existe no céu e na terra. Aquele que condescendeu até ser crucificado e morto numa cruz, era de fato, O Senhor Todo-poderoso que detinha toda a autoridade, até mesmo sobre as feras da terra.

* Essa coisas já deviam estar sempre na mente de Pedro, e era uma exigência de Deus que todo judeu abraçasse essa verdade revelada nas obras divinas do redentor.

CONCLUSÃO

* A igreja de Cristo nesta noite deverá, por esse milagre, conhecer melhor seu Salvador. Entender que Jesus não é alguém de ofício igual a qualquer um que conhecemos na terra. Nenhum rei se iguala a Cristo. Ele é sublime em poder, onisciência e onipresença, mantendo, ainda assim sua inigualável humildade. Nenhum reinado tem bênçãos tão profundas quanto o reinado espiritual de Jesus.

* Todos nesta noite devem guardar em seus corações aquilo que os judeus cobradores de impostos não guardaram: que o reino de Jesus não é deste mundo, e que todos precisam se achegar a ele por meio do arrependimento de seus pecados.

* Embora o reino de Cristo seja espiritual, Ele é o dono e provedor de toda riqueza que há na terra. Os crentes, portanto, nunca devem confiar em seus próprios esforços para conseguir o pão de cada dia, porque é Deus o dono de tudo quanto ganhamos e possuímos. A vontade de Deus é que nos preocupemos muito mais com as riquezas espirituais de seu reino, pois as materiais ele pode nos trazer até da boca de um peixe.

* O exemplo de humildade de Cristo transcende qualquer idéia humana desse atributo. Assim pois, é vontade de Deus que a humildade seja a maior preocupação do crente, a marca mais visível da vida cristã, o perfume que exala do testemunho do povo de Deus. Amem!
Postado por Moisés C. Bezerril às 19:57 0 comentários
Marcadores: Sermões do Rev. Moisés: Milagres
segunda-feira, 18 de julho de 2011
COREOGRAFIA: FOGO ESTRANHO NA CASA DE DEUS

COREOGRAFIA: UM FOGO ESTRANHO NO SANTUÁRIO DE DEUS

A igreja de Deus não pode seguir tradições humanas porque o próprio Jesus afirmou que as tradições anulam a palavra de Deus. A igreja segue as ordens de Deus em sua Palavra. Embora muitas religiões cristãs tentem imitar os modelos e os exemplos da história bíblica, a verdadeira igreja de Cristo segue a Lei de Deus e as ordens apostólicas. Se a coreografia fosse algo pertencente à igreja, ela estaria na lei ou nas epístolas apostólicas.

Vamos analisar se a coreografia fazia parte da realidade do povo de Deus no Antigo e no Novo Testamento.

COREOGRAFIA, FOGO ESTRANHO NO ANTIGO TESTAMENTO

No Antigo Testamento, a oficialização do culto aconteceu com a chegada da arca em Jerusalém, trazida pelo rei Davi, e as instruções que ele deu para o funcionamento do serviço sagrado no lugar recém preparado. Pelo texto bíblico, podemos observar que nada foi dito sobre a inclusão de danças litúrgicas ou coreografias no serviço sagrado do povo de Israel. Israel não conheceu dançarinos, nem danças em seu culto. Vejamos:

1. Davi ordenou que da tribo de Levi fossem constituídos cantores musicistas para levantar a voz com alegria, e não danças ou coreografias.

1 Crônicas 15:16 16 Disse Davi aos chefes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores, para que, com instrumentos músicos, com alaúdes, harpas e címbalos se fizessem ouvir e levantassem a voz com alegria.

Nesse texto, é possível perceber que nada foi dito de dançarinos, nem coreógrafos ou sequer danças e coreografias. Levanta-se ainda o argumento de que a dança está inclusa na palavra “alegria”, ou “levantar a voz com alegria”. Isto seria improvável porque os cantores são musicistas, e não poderiam coreografar enquanto tocam segurando seus instrumentos. Além do mais, fica difícil estabelecer coreografia ou “ministério de dança” se nem mesmo a palavra “dança” aparece no texto sagrado.

2. O louvor que era acompanhado por instrumentos musicais não era feito por danças ou coreografias, e sim por canto e por voz.

1 Chronicles 15:19-24 19 Assim, os cantores Hemã, Asafe e Etã se faziam ouvir com címbalos de bronze; 20 Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maaséias e Benaia, com alaúdes, em voz de soprano; 21 Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, Jeiel e Azazias, com harpas, em tom de oitava, para conduzir o canto. 22 Quenanias, chefe dos levitas músicos, tinha o encargo de dirigir o canto, porque era perito nisso. 23 Berequias e Elcana eram porteiros da arca. 24 Sebanias, Josafá, Natanael, Amasai, Zacarias, Benaia e Eliézer, os sacerdotes, tocavam as trombetas perante a arca de Deus; Obede-Edom e Jeías eram porteiros da arca.

Alguns elementos do louvor são citados explicitamente neste texto, os quais podemos enumerar: cantores, instrumentos, voz de soprano, canto, músicos, e tocadores de trombetas. Mas dançarinos e coreógrafos não são constituídos como ministros do louvor ou da adoração a Deus. Nem sequer são lembrados. Isso parece nos fazer crer que a dança e a coreografia não fazia parte da verdadeira adoração a Deus na Antigo Testamento.

3. O rei Davi não coreografou, nem dançou “ministerialmente”, apenas expressou, fora do lugar sagrado, sua alegria..

1 Crônicas 15:25-29 25 Foram Davi, e os anciãos de Israel, e os capitães de milhares, para fazerem subir, com alegria, a arca da Aliança do SENHOR, da casa de Obede-Edom. 26 Tendo Deus ajudado os levitas que levavam a arca da Aliança do SENHOR, ofereceram em sacrifício sete novilhos e sete carneiros. 27 Davi ia vestido de um manto de linho fino, como também todos os levitas que levavam a arca, e os cantores, e Quenanias, chefe dos que levavam a arca e dos cantores; Davi vestia também uma estola sacerdotal de linho. 28 Assim, todo o Israel fez subir com júbilo a arca da Aliança do SENHOR, ao som de clarins, de trombetas e de címbalos, fazendo ressoar alaúdes e harpas. 29 Ao entrar a arca da Aliança do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi dançando e folgando, o desprezou no seu coração.

Embora os coreografistas evangélicos insistam em vestir trajes temáticos para suas danças litúrgicas, as únicas pessoas que foram autorizadas a vestirem-se de acordo com a ocasião do transporte da arca da aliança foram Davi, os anciãos de Israel, os levitas e os cantores. O povo comum não participou desse evento.

O texto bíblico é muito claro em mostrar que não houve dança coletiva, nem ministério de danças ou coreografias; apenas o rei dançou. Se o povo de Israel praticasse coreografia ou danças litúrgicas, possivelmente ficaríamos sabendo que “todo o povo dançou na presença de Deus”; mas isso não acontece na adoração do Antigo Testamento.

Que tipo de dança o rei Davi dançou?

Pelo texto hebraico, bem como pela tradução da Septuaginta, e pela nossa tradução de João Ferreira de Almeida (atualizada), o rei Davi não coreografou, como querem os modernos dançarinos das igrejas. Há muitos comentários feitos em cima desta ocasião em que Davi dançou, apelando para um modelo ou mandamento para as modernas coreografias ou danças litúrgicas. Mas o texto bíblico nos afirma que a dança de Davi foi apenas uma expressão de sua alegria, num momento muito especial do seu reinado, quando Deus lhe tinha dado vitória sobre seus inimigos, e o havia constituído rei sobre Israel. Naquela ocasião, Davi tinha muitas razões para dança de alegria. Ele não estava adorando a Deus, e sim expressando alegria de seu coração. Uma prova disto é que o texto não diz simplesmente que Davi dançou, e sim que Davi “dançou e se alegrou”,()mracher wumeshahech). A dança de Davi não foi um ato religioso, pois, como vimos antes, não foi constituído nenhum elemento de culto referente a danças ou dançarinos. Davi não estava cultuando a Deus, e sim se alegrando, como diz o próprio texto sagrado.

Estranhamente, somente Davi dançou. Os dançarinos evangélicos modernos nunca questionam o fato de uma ocasião tão importante na vida do povo de Israel ter sido acompanhada apenas pela dança do rei. Por que somente Davi dançou? Ao que parece, somente o rei era autorizado a demonstrar sua alegria por meio de um ato tão desconhecido do culto de Israel. Essa parece ser a razão também para o fato de que Davi se vestiu como sacerdote. Ninguém poderia ter participação em um ofício tão restrito como o sacerdócio de Israel. Contudo, o rei vestiu-se como sacerdote. Isso tudo torna aquela manifestação do rei algo exclusivamente seu. Ninguém poderia imitar o rei; sua aparição no cortejo da arca, vestido sacerdotalmente, indicava que Davi era uma figura única no que fazia. Nem mesmo o povo de Israel tentou imitar o rei Davi.

4. A designação para o ministério definitivo na adoração a Deus não contemplou danças ou coreografias, nem qualquer tipo de ofício designado para isso, nem a dança foi reconhecida como forma de adoração; ao contrário, o louvor a Deus no antigo Israel era por meio de hinos.

1 Crônicas 16:4-7 4 Designou dentre os levitas os que haviam de ministrar diante da arca do SENHOR, e celebrar, e louvar, e exaltar o SENHOR, Deus de Israel, a saber, 5 Asafe, o chefe, Zacarias, o segundo, e depois Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaia, Obede-Edom e Jeiel, com alaúdes e harpas; e Asafe fazia ressoar os címbalos. 6 Os sacerdotes Benaia e Jaaziel estavam continuamente com trombetas, perante a arca da Aliança de Deus. 7 Naquele dia, foi que Davi encarregou, pela primeira vez, a Asafe e a seus irmãos de celebrarem com hinos o SENHOR.

Essa designação dos ofícios para a adoração é muito importante para sabermos o que acontecia na adoração em Israel.

Embora os desavisados coreógrafos eclesiásticos tentem enganar a igreja de Deus, afirmando estar praticando uma atividade de Israel, o texto bíblico é muito claro em afirmar que, definitivamente, Israel não praticava coreografia ou coisa parecida em sua adoração. O louvor foi designado pelo rei Davi para ser por meio de hinos, e não de danças. As danças nada falam, não se direcionam a Deus, não representam absolutamente nada, a não ser, sentimentos humanos, como alegria, e folclore, mas nunca está relacionado ao culto a Deus.

Os salmos são suspiros dos mais profundos desejos do coração humano, quando ele aspira pelo seu Criador, pelo desejo de justiça, pelo desejo de vingança, como por exemplo, os salmos imprecatórios. Portanto, os salmos não são prescritivos, e sim descritivos para a igreja, embora, muito da lei moral, seja citado, muito da sabedoria proverbial seja relembrada, bem como referências históricas da vida do povo de Deus no Antigo Testamento sejam cantadas. Os salmos são para serem cantados; é uma literatura específica para o canto na igreja, e não para a dança ou coreografia.

Embora no Salmo 150 Davi fale de dança como louvor, ele mesmo não a designou para o serviço sagrado do povo de Israel. É claro que Davi está se referindo àquela ocasião em que ele dançou conduzindo a arca da aliança. Louvar a Deus com dança, no contexto do rei Davi, e na ênfase de seu salmo significa louvar a Deus com alegria, pois como vimos, a dança não foi inclusa no culto de Israel.